WWF lança ferramenta que mede Risco Hídrico

WWF lança ferramenta que mede Risco Hídrico

Na última terça-feira, dia 21, o WWF-Brasil promoveu o lançamento da Ferramenta de Risco Hídrico (Water Risk Filter, em inglês) em São Paulo. A ferramenta online ajuda empresas e investidores a avaliar, analisar, valorizar e reagir aos riscos relacionados à água em suas operações e investimentos no mundo todo. O evento, realizado no Hotel Pullman, contou com a presença de 24 empresas e organizações.

Fruto de uma parceria entre a rede WWF e a instituição financeira alemã DEG, a ferramenta foi construída em 2012. Seu objetivo é avaliar os riscos relacionados a água de setores públicos e privados através de informações com alto nível de confiabilidade e oferecer orientações de respostas aos riscos para os tomadores de decisões. A ferramenta possui dados em alta resolução para alguns países, como África do Sul e Reino Unido, e agora, também para o Brasil.

Bernardo Oliveira, analista do programa de Ciências do WWF-Brasil explica que “para o país, dados mais atualizados e precisos vêm sendo coletados para integrar a ferramenta há um ano, incluindo mais de 60 indicadores nas três dimensões do risco abordadas: riscos físicos, reputacionais e regulatórios”. Os mapas de risco do Brasil para alguns setores específicos já estão disponíveis aqui São eles: agricultura, pecuária, produção de bebidas e papel e celulose. 

“Nos próximos meses, esses dados serão combinados com a versão atualizada ferramenta global para permitir que os usuários não apenas explorem mapas de risco para o Brasil, mas também desenvolvam facilmente avaliações de portfólio, combinando os dados globais e os de alta resolução. Os usuários poderão então descobrir o impacto financeiro desses riscos para auxiliar na definição de opções customizadas de mitigação dos mesmos” aponta Alexis Morgan, líder de Water Stewardship da Rede WWF.



Participação das empresas
O evento contou com a participação de empresas, que compartilharam como estão trabalhando para melhorarem suas gestões de recursos hídricos.

Rogério Dias, da Divisão de Economia Verde do Banco do Brasil, falou sobre a experiência de utilizar indicadores da Ferramenta de Risco Hídrico no desenvolvimento de critérios para avaliação de risco socioambiental para dez commodities pelo banco, levando em conta toda a cadeia de valor.

Adriana Leles, representante da Sanasa, trouxe em sua apresentação os alarmantes dados de que 8 bilhões de reais são perdidos por falhas no sistema de água tratada no Brasil, um desperdício de 30%. Ela mostrou como a Sanasa reduziu essas perdas nos últimos 12 anos, reinvestindo os recursos economizados na ampliação do sistema de saneamento ambiental de Campinas.

Beatriz Oliveira, da Ambev, apresentou as metas da empresa em relação a água, que vão desde aumentar a eficiência, como apoiar projetos de conservação das bacias nas quais suas plantas estão localizadas. Assim, desde 2003, reduziu em 40% seu consumo de água, tornando-se a empresa de bebidas mais eficaz em água em todo mundo.

Participação de todos
O engajamento de todos os setores da sociedade é essencial para conter a escassez de água e a alarmante projeção da ONU. A parceria do terceiro setor com o setor privado dá escala, mobiliza inovações e tecnologia, além de aumentar a capacidade e financiamento de projetos que visam solucionar as questões hídricas. A participação de todos é essencial. 
“Em um contexto de crise política e econômica, precisamos de um novo modelo para o Brasil, no qual gestão ambiental não pode ser vista somente sob a ótica da proteção e seus custos, mas também sob a ótica da oportunidade, para alavancar o desenvolvimento do país. E água é um tema central. Assim, acesso a informação e ao conhecimento são essenciais” diz Maurício Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Para acessar a ferramenta, clique aqui  

Fonte: WWF Brasil


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