SP firma acordo internacional para recuperação da Mata Atlântica

SP firma acordo internacional para recuperação da Mata Atlântica

 

O ano 2016 começa com boas notícias para a biodiversidade do sudeste brasileiro. Uma delas é a assinatura de um acordo de cooperação para a recuperação e proteção de serviços de clima e biodiversidade em áreas prioritárias do corredor sudeste da Mata Atlântica brasileira.

O Projeto de Recuperação e Proteção dos Serviços Relacionados ao Clima e à Biodiversidade no Corredor Sudeste da Mata Atlântica tem apoio financeiro do fundo do Global Environment Facility (GEF) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Além do Estado de São Paulo, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e os estados de  Minas Gerais e Rio de Janeiro também serão beneficiados pelo projeto, que prevê o investimento de recursos no valor total de US$ 207 milhões, dos quais U$31 milhões serão doados pelo GEF.

A participação de São Paulo

Em São Paulo, além da Secretaria do Meio Ambiente (SMA), a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (Fundação Florestal) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) são parceiras do Projeto.

As atividades previstas são integralmente convergentes com as prioridades do Governo do Estado de São Paulo e consistem em ações que apoiam a conservação da água em áreas de mananciais de abastecimento, a mitigação e adaptação às mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica.

O Estado de São Paulo, por meio da SMA, atuará no âmbito do Componente 2 do projeto, que tratará do “Aumento dos Estoques de Carbono nas Bacias Hidrográficas do Paraíba do Sul”. Este Componente abrange esquemas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para incentivar a conservação da vegetação e a conversão de pastagem degradada para sistemas silvipastoris e florestas nativas de produção na Bacia do Rio Paraibuna (Areias, São José do Barreiro, Silveiras, Lorena, Cunha, Lagoinha, Guaratinguetá, São Luís do Paraitinga, Redenção da Serra, Natividade da Serra e Paraibuna).

A Fundação Florestal ficará responsável pelo Componente 3 do Projeto, que envolve o “Aumento da Eficácia e Sustentabilidade Financeira das Unidades de Conservação ao longo do Corredor da Serra do Mar e Promoção de Atividades Econômicas Sustentáveis em suas Zonas Intermediárias”.

A  FAPESP atuará com foco em iniciativas de pesquisa e em capacitação para gestão e monitoramento de estoques de carbono e da biodiversidade, na forma de projetos e bolsas de pesquisa.

As metas do projeto são: apoiar a conservação/restauração de 15.500 ha; apoiar a conversão de 1.300 ha de pastagem degradada para sistema silvipastoril; apoiar a melhoria da produção em 18.000 ha em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação e em Áreas de Proteção Ambiental; beneficiar 3.400 produtores rurais da região; melhorar a gestão de três Unidades de Conservação localizadas ao longo dos trechos setentrionais do Corredor da Serra do Mar (Área de Proteção Ambiental São Francisco Xavier, Estação Ecológica de Bananal e Parque Estadual da Serra do Mar – núcleos Santa Virgínia e Itariru).

POR GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Economia Sustentável


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