Contra extinção, Curitiba vai implementar “ilhas” com abelhas sem ferrão em seus parques públicos

Contra extinção, Curitiba vai implementar “ilhas” com abelhas sem ferrão em seus parques públicos


Nos últimos anos, o desaparecimento das abelhasvem preocupando a comunidade científica internacional. Algumas hipóteses até ajudam a explicar o declínio – como o uso de pesticidas e a Síndrome do Colapso das Abelhas (um abandono repentino e massivo de colmeias) –, porém ainda não há uma justificativa plena sobre o assunto. No Brasil, soma-se ao problema a questão da seca, que atinge principalmente a região Nordeste.

O que pouca gente se dá conta é que, apesar de pequenas, as abelhas são consideradas importantíssimas para o equilíbrio ambiental. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), elas são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos. Sem elas, não falta apenas mel, mas também o trabalho de polinização tão essencial para a reprodução e manutenção da variabilidade genética das plantas e do equilíbrio da biodiversidade.

Em Curitiba, no Paraná, uma iniciativa promete diminuir o problema. Para promover a polinização natural na cidade, o projeto Jardins do Mel deve ser instalado em 15 parques da capital paranaense. A ideia é espalhar abelhas de espécies nativas sem ferrão. A ação também deve ter um viés educacional, com a utilização de jogos didáticos que abordem a importância da preservação dos rios, da compostagem e da prática da agricultura orgânica para a conservação das abelhas.



Cada jardim terá seis colmeias com textos e fotos sobre a espécie contida ali. Ao todo, o projeto pretende colocar 90 caixas, que imitam colmeias – cada uma delas com 500 a 2 mil abelhas. As colmeias serão protegidas para evitar depredação, mas ficarão todo o tempo abertas – desta maneira, os insetos poderão ir e vir para polinizar a mata nativa da região.

“Em cada ponto promoveremos cursos com a comunidade local e quem mais quiser participar. Estes serão eleitos os ‘guardiões do parque’, ajudando a cuidar das caixinhas e fiscalizá-las. Foi produzido também um material didático para as crianças, com jogos e brincadeiras que contam a história da cidade, conceitos de agricultura orgânica, a importância de não poluir os rios e do saneamento”, explica o agroecólogo e idealizador da iniciativa, Felipe Thiago de Jesus, que conta ainda que tem a intenção de expandir o projeto para outras cidades.

No Paraná, eles têm um reforço: recentemente, a Amamel (Associação de Meliponicultores de Mandirituba), localizada na região metropolitana de Curitiba, obteve oficialmente uma certificação do Serviço de Inspeção Federal que permite a comercialização, em locais públicos, de mel produzido por abelhas nativas sem ferrão.

Fonte: thegreenestpost.com
Foto: Divulgação/ Barbara Becker Arquitetura / Conexão Planeta 

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