Como destinar corretamente os resíduos sólidos de papel.

Como destinar corretamente os resíduos sólidos de papel.

 
As Políticas Ambientais vêm ganhando força no Brasil nos últimos anos e é muito importante que todos se adequem aos novos moldes sem que isto se transforme em problema, já que as políticas visam solucionar questões ambientais de grande relevância.
 
A crise da água no estado de São Paulo serviu como lição importante para que, o quanto antes, providências relativas as questões ambientais fossem adotadas.
Um dos maiores problemas enfrentados hoje em todas as cidades do país, principalmente nos grandes centros, é a Gestão de Resíduos Sólidos – LIXO.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, na cidade são geradas 20 mil toneladas de lixo todos os dias. Uma solução para este problema é a RECICLAGEM, que além de diminuir este número pela metade, ainda vai gerar renda e inclusão social para milhares de famílias que sobrevivem da catação de resíduos recicláveis.
 
Resíduos quando descartados de forma inadequada poluem o solo, as águas (rios, córregos, lagos, lençol freático, oceano) e o ar.
 
Nosso foco hoje é o papel e para compreender melhor o assunto da reciclagem, é importante saber que o tempo de degradação deste material pode variar de dois meses a dois anos, dependendo do tipo (jornal, papelão, papel de escritório, embalagens). A tinta utilizada para impressão é o principal agente poluidor, já que a grande maioria delas (principalmente as coloridas) contém metais pesados em sua formulação. Uma vez em contato com solo, contaminarão alimentos (agricultura), a água e por consequência o homem.

Um levantamento feito pelo CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem – aponta que atualmente cerca de 50% do papel consumido no Brasil é reciclado e o percentual também varia de acordo com o tipo de papel: papéis ondulados (tipo caixa de papelão) tiveram uma taxa de reaproveitamento de 79.5%; e papéis de escritório (revistas, folhetos, papéis de carta, papel branco, etc.) tiveram um reaproveitamento de 38.1%, o que representa 817 mil toneladas de papel de escritório.
 
Os Cartórios são importantes geradores de resíduo de papel, já que sua principal atividade é a de desenvolver documentos. E como destinar corretamente os resíduos sólidos de papel?
 
O primeiro passo para a reciclagem é o armazenamento correto do material. Devemos evitar a contaminação do papel por outros tipos de materiais, como por exemplo, papel de banheiro, copos descartáveis sujos com café, leite, suco e outros, restos de alimentos, etc. É importante que o papel seja armazenado em separado dos outros materiais recicláveis em sacos de lixo ou containers, pois a contaminação inviabiliza o processo de reciclagem.
 
Não podemos esquecer que o papel de banheiro é considerado RESÍDUO CONTAMINANTE e deve ser descartado junto ao lixo comum, recolhido pelo município e posteriormente encaminhado ao aterro sanitário.
 
Também é importante ressaltar que em se tratando de documentos, para segurança de todos os envolvidos, é muito importante fragmentar antes do descarte e encaminhamento para reciclagem. Para isto, existem disponíveis no mercado diversas opções de máquinas fragmentadoras, mas a solução mais simples é a de rasgar antes de descartar.
 
E para onde encaminhar?
 
Para destinar corretamente os resíduos recicláveis, basta entrar em contato com a Prefeitura Municipal e verificar as Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis cadastradas. Entre em contato com a unidade mais próxima e agende o melhor dia da semana e horário para a retirada do material. É importante que o gerador do resíduo solicite um RECIBO de RETIRADA e mantenha o mesmo arquivado, como prova de destinação adequada dos resíduos.
 
Para saber mais clique aqui.  

 Em caso de dúvidas envie e-mail para sustentabilidade@arisp.com.br
 
Veridiana de Aguiar é Gestora Ambiental da ARISP – Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo, formada pela FMU – SP, tem artigos publicados no Brasil e no exterior.
 
CFQ – 133.978

Economia Sustentável


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