Chuva não trouxe alívio para São Paulo

Chuva não trouxe alívio para São Paulo

Mesmo com a chuva forte que caiu em São Paulo nesta semana, o “efeito esponja”, que ocorre no leito das represas, fez o volume acumulado da água das chuvas parecer invisível – o solo, que é argiloso, está exposto e precisa encharcar, para depois começar a armazenar água. Este processo deve retardar ainda mais a recuperação do Sistema Cantareira.
 
Nesta segunda-feira, 3 de novembro, choveu quase a metade do esperado para todo o mês de outubro, no bairro de Santana, na Zona Norte da Capital paulista. Já em Guarulhos, foram 35mm, porém na região da Guarapiranga, Zona Sul, não choveu. A Guarapiranga opera com 37,9% da capacidade, mas o nível vem caindo rapidamente, principalmente depois que o Sistema começou a “socorrer” o Cantareira.
A previsão dos meteorologistas é de chuvas dentro da média neste verão, mas a recuperação total das represas poderá demorar mais 5 anos. É provável que o Cantareira chegue à estação das secas com seu nível ainda bem abaixo da normalidade. Para mantermos o controle do abastecimento durante a próxima estação seca é preciso continuarmos com a economia de água. A tendência é que esta será uma prática comum nos próximos anos, ou que vire uma mudança radical e perene no hábito dos paulistas.
 
Veridiana de Aguiar é Gestora Ambiental da ARISP – Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo, formada pela FMU – SP, tem artigos publicados no Brasil e no exterior.

CFQ – 133.978

Economia Sustentável


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