Meio Ambiente

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Destaques da COP 23

A COP 23, Conferência do Clima da ONU, aconteceu em Bonn, na Alemanha do dia 6 ao dia 17 de novembro de 2017, com a participação de quase 200 países. O principal tema, foi a discussão sobre a implementação do Acordo de Paris, quando 195 países fizeram um pacto para limitar o Aquecimento Global a menos de 2◦C.

Segundo especialistas, os compromissos orquestrados em Paris representam apenas um terço do necessário para combater as mudanças climáticas, por isso o encontro teve como principal objetivo, fazer com que os governos estabelecessem um planejamento, metas e prazos, detalhamento de políticas públicas, engajamento de empresas e sociedade civil. Além disso, com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, é necessário realinhar forças para impedir o aumento da temperatura global. Alguns empresários e políticos americanos participaram da COP 23 e independente da determinação de Donald Trump, vão manter seus projetos e metas para combater o aquecimento global.


 
Desmatamento Zero
A ONG Green Peace entregou um relatório com caminhos para o Brasil zerar o desmatamento na Amazônia. O relatório foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho (GT) pelo Desmatamento Zero e é composto por: Greenpeace, Instituto Centro de Vida, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental, IPAM, TCN e WWF. 
Segundo o GT, continuar desmatando resulta em desequilíbrio do clima, destrói a biodiversidade e os recursos hídricos, traz prejuízos à saúde humana e, ao contrário do que muitos acreditam, compromete a competitividade da produção agropecuária. Segundo o Relatório entregue na COP 23, o Brasil já conhece os caminhos para o desmatamento zero e sabe como chegar lá.
 
O Relatório sugere ações como: 
 
  • Implementação de políticas públicas ambientais e perenes;
  • Apoio a usos sustentáveis da Floresta e melhores práticas agropecuárias;
  • A restrição drástica do mercado para produtos associados a novos desmatamentos;
  • Engajamento de eleitores, consumidores e investidores nos esforços de zerar o desmatamento.
     
O GT sugeriu ainda, que uma ação importantíssima e urgente, é estancar a grilagem de terras públicas.
 
O desmatamento traz muitos prejuízos, como doenças e mortes provocadas pela poluição gerada pelas queimadas, que causam sérios problemas respiratórios e são responsáveis por cerca de 1700 mortes por ano (dado medido entre 2001 e 2012). Outros prejuízos causados pelo desmatamento são os conflitos sociais, a perda de patrimônio público, o risco de boicote comercial e o aumento de risco climático – o desmatamento da Amazônia resultou em 26% das emissões de gases de efeito estufa em 2016.
 
O que ganhamos com o Desmatamento Zero?
  • Redução de emissões de gases do efeito estufa no Brasil;
  • Redução de doenças e mortes provocadas pela poluição;
  1. Redução de risco de mudanças climáticas e de impactos na produção agropecuária;
  2. Abertura de novos mercados, commodities e manutenção de mercados mais exigentes;
  3. Redução do risco legal para empresas e produtores rurais;
  4. Diversificação de fontes de receita em florestas protegidas – turismo, produtos e compensação ambiental;
  5. Redução de concentração de renda e violência no campo, associado a grilagem;
  6. Redução do trabalho escravo;
  7. Preservação de direitos de povos tradicionais e indígenas.

Para acessar o Relatório completo, clique aqui. 




Virada Energética
A expressão, “energiewende”, ou traduzindo para o português, “virada energética”, surgiu em 1980 com a crise do petróleo e após o acidente nuclear de Chernobyl, mas foi após o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, que o termo ganhou nova força.

Um estudo feito pela Universidade de Tecnologia Lappeenranta, da Finlândia mostrou que a mudança, ou a transição para uma matriz energética totalmente limpa, deixou de ser uma questão econômica e passou a ser um problema político.

A equipe da Universidade analisou dados populacionais, econômicos e de consumo de energia de diversas partes do mundo e concluiu que até 2030 o sol responderá por 37% da matriz energética global e até 2050 o percentual será elevado para 69%. 

Na Alemanha, 8 milhões de residências são abastecidas pela energia que vem do sol e é comum ver grandes cata-ventos, cada vez mais presentes às paisagens da Europa. O governo reduziu os subsídios do setor de energia limpa e pretende atingir uma meta audaciosa: chegar a 2050 com 80% de toda a energia a partir de fontes limpas.

A COP 23 trouxe notícias boas, como o Desmatamento Zero na Amazônia ser possível e sobre os investimentos mundiais por fontes de energia limpa. Outras nem tão boas, como o aumento do uso de agrotóxicos e da falta de controle deles em várias partes do mundo e principalmente no Brasil. O importante é que muitos países estão engajados no desenvolvimento e prática de ações para tentar reverter as mudanças climáticas.

Floresta dos Registradores - área de preservação florestal implantada pela ARISP, com junção de três biomas:
Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal, responsável por neutralizar as emissões de CO² de todos os Cartórios de
Registro de Imóveis do Estado de São Paulo.

A ARISP, Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo, é membro do Pacto Global das Nações Unidas e investe fortemente em ações de preservação florestal, sendo pioneira em participar de projetos de neutralização das emissões dos gases de efeito estufa e no uso de tecnologias verdes. Consciente de sua abrangência no Estado de São Paulo, a Associação dissemina ações de sustentabilidade em mais de 300 Cartórios de Registro de Imóveis associados e nas comunidades onde estão inseridos.
 
Conheça o trabalho desenvolvido pelo departamento de meio ambiente e sustentabilidade da ARISP, no site: sustentabilidade.registradores.org.br



Extinção da Humanidade
Um estudo publicado em julho de 2017, na revista científica Human Reproduction Update, voltada a reprodução humana, traz dados alarmantes sobre a queda na produção de espermatozoides nos homens em todo o mundo, assunto que também foi citado na COP 23. 

A queda da produção de espermatozoides dos homens caiu nas últimas 4 décadas atingindo um percentual de 59%, o que pode levar a humanidade a um processo de extinção.

O estudo foi feito por um grupo de cientistas da Universidade de Jerusalém, que contaram com pesquisas realizadas em mais de 180 países.



Uma possível causa para este declínio, segundo os cientistas, está na alimentação. A contaminação por produtos químicos diversos, o excesso de agrotóxicos aplicados nas lavouras, a falta de controle do uso de produtos químicos e, principalmente, descarte inadequado de uma infinidade de produtos, de alta toxicidade, utilizados em indústrias no mundo todo, podem sim, levar a humanidade à extinção. 



Cidade Inteligente será criada por Bill Gates
Bill Gates, fundador da Microsoft, investiu 80 milhões de dólares em um terreno de 1000 km², para a construção de uma cidade inteligente. 

O terreno fica próximo a Phoenix, no Arizona – EUA e a intenção é desenvolver ali, do zero, uma comunidade, com cerca de 80 mil pessoas. A modernidade prometida por Bill Gates terá rede de dados de altíssima velocidade, logística, carros autônomos e uma infraestrutura para novas Tecnologias.

Imagem do Projeto Fujisawasa - cidade inteligente e sustentável – um dos mais ambiciosos do mundo.

O local também contará com áreas destinadas para a indústria, comércio, escritórios, escolas públicas, hospitais e diversos outros serviços.

A Belmond Partners, empresa de investimentos imobiliários controlada por Bill Gates, responsável pelo investimento, ainda não tem previsão para o início das obras.

Por: Veridiana Aguiar - Gestora Ambiental ARISP
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