Água do rio Paraopeba apresenta riscos à saúde, diz governo de MG.

Água do rio Paraopeba apresenta riscos à saúde, diz governo de MG.


Após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), a água do rio Paraopeba passou a apresentar riscos à saúde humana e animal. O alerta foi feito pelo governo de Minas Gerais, que, em nota, apontou "não indicar a utilização da água bruta do rio para qualquer finalidade até que a situação seja normalizada".

Dentre os metais pesados, as maiores violações ao limite de classe foram observadas para os parâmetros chumbo total e mercúrio total. Foram registrados valores de até 21 vezes o valor do limite de classe. Contudo, destaca-se que as violações observadas para os metais níquel, chumbo, mercúrio, cádmio e zinco foram observadas no dia 26/01/19.

Um contato eventual com a água do rio não gera risco de morte, segundo o comunicado do governo, mas é possível que apresente "náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas". Quem estiver nessa situação, "deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar sobre esse contato".

Acesse o boletim do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) sobre a qualidade das águas do Rio Paraopeba -  clique aqui 

No mesmo dia, 31 de janeiro, foi publicada uma nota à imprensa:

Nota à Imprensa – Informativo nº 3 IGAM/ ANA/ COPASA/ CPRM

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) divulgou na noite da quarta-feira (30) o Informativo nº3,  com dados sobre a qualidade da água no Rio Paraopeba (MG), que evidenciou a presença de metais em concentração superiores àquelas estabelecidas nas regras de enquadramento do rio.

A análise feita pelas entidades estaduais e federais que monitoram a qualidade da água no rio desde a ocorrência do evento na barragem Mina do Córrego do Feijão (Brumadinho/MG) aponta o decaimento da concentração desses metais. Comportamento semelhante foi apurado no rio Doce, após o incidente ocorrido em 2015, de ruptura de barragem de rejeitos de mineração.

O governo do Estado de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiram nota orientando a população sobre como proceder quanto ao uso da água no rio.

As medidas apontadas pelo governo do Estado de Minas Gerais e as recomendações feitas pelas entidades estaduais são acautelatórias e oportunas. A Agência Nacional de Águas (ANA) continuará monitorando as condições da qualidade de água no Rio Paraopeba através das entidades competentes.

Os boletins produzidos pelo IGAM em parceria com a ANA, com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e com a Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (COPASA) estão sendo atualizados no site: http://www3.ana.gov.br/portal/ANA/rioparaopeba.

 
Fonte:  Agencia Nacional de Águas – ANA
Imagem da matéria: peqengenhariajr.com.br
 

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